Enquanto a Fenaban adia a apresentação de uma proposta para a Campanha Salarial 2026, a Caixa já ameaça retirar direitos. O banco quer transferir aos empregados uma parcela ainda maior do custeio do Saúde Caixa, impondo uma conta que deveria ser assumida pela própria instituição. A proposta aumenta a contribuição dos titulares de 3,5% para 5,5%, eleva as mensalidades dos dependentes e dobra o limite de comprometimento da renda familiar, de 7% para 14%. Em vez de valorizar quem produz seus resultados, a Caixa quer reduzir ainda mais a renda dos funcionários.A própria Contraf-CUT classificou a proposta como "indecente" e uma "retirada de direitos". Porém, continua apostando em reuniões e notas de repúdio, sem organizar a mobilização nacional necessária para enfrentar os ataques dos bancos. É exatamente esse roteiro que os banqueiros querem!O SEEB-MA defende o fim do teto de 6,5% da folha para o custeio do Saúde Caixa, a implantação do modelo 70/30, permitido pela Resolução CGPAR nº 52, e a garantia do plano aos empregados admitidos após 2018 também na aposentadoria. Os direitos dos bancários só serão preservados se formos para a luta!A prova está na Petrobras. Após uma grande greve nacional em 2025, os petroleiros conquistaram o custeio 70/30, exatamente o modelo que o SEEB-MA defende para os empregados da Caixa. A história mostra que direitos não se conquistam esperando. Direitos se conquistam com mobilização! Para a Federação Nacional dos Bancários (FNB) - formada pelo SEEB-MA, SEEB-RN, SEEB Bauru e outras forças - o ataque ao Saúde Caixa escancara que o estado de greve deixou de ser uma possibilidade e passou a ser uma necessidade. Chega de enrolação. Se é grave, é greve!
Ataque ao Saúde Caixa reforça chamado da FNB pelo estado de greve
Escrito em 11/08/2026
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