2026 exigirá ainda mais luta, unidade e mobilização da categoria!

Escrito em 06/01/2026

Após a confraternização universal do 1º de janeiro, a humanidade se coloca, simbolicamente, diante da possibilidade de iniciar um novo ciclo. É tempo de renovar a rotina, o trabalho, a vida familiar e, sobretudo, de recalibrar rotas, redefinir prioridades e se preparar para os desafios que, sabemos, não tardarão a chegar.

UM PAÍS GOVERNADO PARA POUCOS

Para os trabalhadores, esses desafios são muitos e estruturais. No Brasil, grande parte dos representantes nos governos parece mais comprometida com os interesses da burguesia nacional e com o fortalecimento de suas próprias contas bancárias do que com a melhoria concreta das condições de vida da classe trabalhadora.

No agronegócio, no setor produtivo e no sistema financeiro, a lógica se repete. Ainda que haja avanços pontuais, como a melhora na renda decorrente de ajustes no Imposto de Renda, seguimos reféns do teto de gastos, de um Congresso disposto a se apropriar do orçamento público e de um Judiciário que, em grande parte de suas decisões, tem se mantido distante das demandas dos trabalhadores.

OS DESAFIOS CENTRAIS DA CLASSE TRABALHADORA

Diante desse cenário, torna-se urgente defender, desde as instâncias de governo até o interior do movimento sindical, a garantia de uma democracia plena, o respeito às reivindicações de quem constrói este país e produz suas riquezas: os trabalhadores. O avanço do capital, tendo o sistema financeiro como um de seus principais agentes, impõe desafios ainda mais profundos para 2026.

Entre eles estão a defesa do emprego, dos bancos públicos, a manutenção e a responsabilização das instituições financeiras em relação aos planos de saúde, o enfrentamento da verdadeira pandemia que corrói a saúde mental dos bancários e a luta permanente contra os assédios em suas mais diversas formas.

CAMPANHA SALARIAL EXIGIRÁ AINDA MAIS MOBILIZAÇÃO

Tudo isso em um ano marcado por campanha salarial e eleições, o que exige ainda mais organização, consciência e mobilização. É fundamental que a categoria compreenda que ser bancário não se resume a produzir, cumprir metas e atender às exigências do mercado.

Ser bancário é, antes de tudo, reconhecer-se como parte de uma categoria organizada, com capacidade e responsabilidade histórica de lutar por melhores condições de trabalho, dignidade e reconhecimento frente aos governos e aos patrões.

A LUTA NÃO SE TERCEIRIZA

Não podemos terceirizar nossas lutas. Precisamos tomar as rédeas da história, olhar para o futuro com coragem e nos colocar, enquanto classe, em permanente estado de mobilização. É assim que construiremos um sindicato forte e uma categoria mais respeitada e digna. Essa luta é coletiva e exige a participação de todos. Venha 2026 e seus desafios. Com unidade, consciência e coragem, avançaremos.

Por Rodolfo Cutrim
Coordenador-geral do SEEB-MA 
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