SEEBMA, SEEBs RN e Bauru entregam pauta à Fenaban

Escrito em 28/06/2024

Representantes do SEEB-MA, do SEEB-RN e do SEEB Bauru entregaram nessa quarta-feira (26/06), a pauta alternativa de reivindicações da categoria à Fenaban, em São Paulo.

Os bancários do Maranhão, Rio Grande do Norte e Bauru reivindicam reajuste de 34,47% [entenda o índice], reposição das perdas salariais acumuladas desde a implantação do Plano Real, acordo anual, PLR de 25% do lucro líquido dos bancos distribuídos de forma linear, defesa do emprego, fim da terceirização, do assédio e das metas abusivas, além de melhoria à assistência à saúde dos(as) trabalhadores(as).

Para o coordenador-geral do SEEB MA, Rodolfo Cutrim, a entrega da pauta alternativa representa os verdadeiros anseios da categoria, diferentemente da pauta da Contraf-CUT, que mais uma vez pede índices rebaixados [inflação + 5%] e ignora a reposição das perdas salariais.

Essa postura omissa achata os salários e prejudica os bancários, que deveriam obter novas conquistas diante do lucro crescente dos bancos nos últimos anos. Em 2023, os ativos das instituições financeiras chegaram a R$ 9,8 trilhões, valor bem próximo ao PIB do Brasil.

"Essa alta lucratividade não tem se revertido em benefícios para a categoria. Ainda mais com esse acordo bianual, que desmobiliza e impede os bancários de tratarem pautas urgentes, como o assédio, os ataques aos planos de saúde, entre outros problemas que crescem a cada dia e, por isso, deveriam ser analisados todo ano. Reivindicamos a volta do acordo anual" - ressaltou a coordenadora Gerlane Pimenta.

Durante a reunião, os representantes da Fenaban debateram com os dirigentes sindicais sobre alguns pontos da pauta, como PLR, perdas salariais, emprego e saúde, temas que deverão ser melhor discutidos durante a Campanha Salarial.

“Nesse sentido, o SEEB-MA cumpre o seu compromisso de apresentar os anseios dos bancários maranhenses aos bancos e vai trabalhar para mobilizar a categoria, para que estejamos preparados para lutar por uma Campanha Salarial forte, por nenhum direito a menos, por condições dignas de trabalho e por um salário justo para todos e todas. Vamos à luta” – finalizou Rodolfo.